falta-me um silêncio de gato. admito que cada vez que caio, sinto que o fundo me pertence, com a amplitude do negro perdido, simplesmente. ele próprio compõe a limitação do meu medo, que é uma coisa fodida.
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sexta-feira, dezembro 31, 2010
o fundo das palavras no espectáculo da vida.
tudo se consente. tudo se move.
pim. pam. pum. cada letra fecha um.
Bom 2011 !!
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
a dura palha, comamos.
enquanto dura.
Boas Festas!
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sábado, dezembro 11, 2010
sexta-feira, dezembro 03, 2010
10 Dezembro, às 21.30h, na Livraria Buchholz, Rua Duque de Palmela, Lisboa
apresentação a cargo de Cláudia Lucas Chéu, Filipa Leal e Raquel Marinho
vou deixar de dormir não deixar a noite ser este inferno disforme
conversar com a razão do meu tímido desastre
o coração mutila-me um deus e aprisiona-me a partida
o deserto é um fardo
nunca parto nunca fico é um caminho nobre.
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quarta-feira, setembro 15, 2010
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segunda-feira, agosto 09, 2010
nunca a raiz precisou do homem para alimentar o tempo.
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sexta-feira, julho 23, 2010
circunstância. rebento. pálpebra. uma sombra de véu posto.
tenho a impressão que fica por dizer o nada mais.
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segunda-feira, julho 19, 2010
faço-te o gesto do mimo, Mia, de todos os teus mimos encharcados de vida no teu sorriso de nos gostares tanto. e até as toupeiras da casa da praia vão sonhar contigo quando o mar trouxer a saudade dos teus olhos.
senti-me muito comovida. a minha espécie de alma errante arrancou as sobrancelhas da rua e achou que seria sempre assim de cada vez que me errasse a alma por qualquer coisa merecida. isto é a noite, disse a alma. afinal eu não andava assim tão protegida. fazem-me falta as sobrancelhas. e logo as sobrancelhas chamaram puta à alma. não era nada disso. eu só queria um espírito novo mas sem a vertigem da comoção.