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segunda-feira, fevereiro 09, 2009







desenhei uma cicatriz no rosto.
um parapeito a chegar ao impossível.

concentrei-me tanto que a notícia chegou depressa ao umbral da porta. a banheira estava cheia e a margem tinha musgo enrolado em tapetes de pedra. foi por aí que os sábios se embrulharam em planos tridimensionais. eu não sabia nada. a minha técnica de desaparecimento era conhecida só pelos sábios do ponto-cruz. o coração apertava e o sangue saltava no excesso da boca. juro que era capaz de fazer um cubo sem levantar o lápis embora a vibração da terra me fizesse cócegas no cotovelo. e enquanto desenhavas o passo eu apertava-te a mão e inventava a teoria do lápis no tornozelo. como se fosse o cotovelo. novelo do meu amor.







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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

o ciclo do medo [não comunicar] gran finale





o medo tem patas iguais a candeeiros.
as patas dos candeeiros são de carneiros. com a língua de palavras a medo.
a lã desenvolve penas com patas de lã. as patas têm na lã a impressão digital do medo.
que por acaso chegou atrasado.



[tão incompreensível como a vertigem do reflexo]









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quarta-feira, janeiro 28, 2009

o ciclo do medo [3]





o medo tem um corpo de água espessa.

[podia bebê-lo]

[habituar-lhe o sexo]


boca onde todo o sinal se amacia.

onde todo o animal se abre.










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domingo, janeiro 11, 2009



a apneia do som encontrou-se com a noite. conversaram durante horas e parece que houve coisa. disse a boca.

nunca mais se falou disso.



[roubaram-se uns silêncios]








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segunda-feira, dezembro 08, 2008


(pequeno passeio pelo lado distraído do infinito)

o vácuo recortou na boca a razão de ser absoluto o ponto onde o olhar aflige o cansaço. ali onde a sombra se liberta do gesto nunca a ilusão valerá tanto.









quinta-feira, novembro 27, 2008
































engano-me.

sou um macaco ou um absurdo.
uma ideia de desejo em escuta tardia.

o hálito do inverno geograficamente delirante.








domingo, janeiro 20, 2008






espalham-se os dedos na extremidade da asa. e o desfile caça
como se fosse pele.

o dom da adivinhação é paralelo a si próprio.


não é, mãe?







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