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domingo, maio 03, 2009




um dia acredito que estás à espera de algum silêncio escavado no limite do teu nome e não te digo. na paragem do autocarro finjo-me morta. e espero-te no trajecto onde a travessa é mais memória. um dia a boca há-de rasgar na marginal a travessa da tua rua. a tua marginal travessa. a tua rua marginal. a tua travessa quadrada onde o chuveiro tem peixes azuis com asas de chaminé. um dia acredito que estás à espera da noite para me rasgar nos olhos um incêndio de viagens. um dia como-te.




domingo, janeiro 11, 2009



a apneia do som encontrou-se com a noite. conversaram durante horas e parece que houve coisa. disse a boca.

nunca mais se falou disso.



[roubaram-se uns silêncios]








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quarta-feira, novembro 05, 2008



JoãoConchaJoãoConcha JoãoConcha JoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConcha
JoãoConchaJoãoConcha João ConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConcha
JoãoConchaJoãoConchaJoãoConcha JoãoConcha JoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConcha
JoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConchaJoãoConcha JoãoConcha JoãoConchaJoãoConcha


sexta-feira, outubro 10, 2008































entro no beco das solidões vazias onde há sempre uma cerca de névoa a saltar a porta da imortalidade. a morte é só mais um som no degrau da paixão.
perguntas se noto. não. não noto nada. não suponho nada. não distingo nada dos íntimos detalhes da preguiça.
a tristeza é um corpo antigo a endoidecer cordas obscenas e o palco um acenar de véus a despentear os lábios do silêncio.

perco-te na permanência do olhar. perco-te na floresta da boca. perco-te no tempo em que me perco disfarçada de momento. perco-te. perco-te sempre.




segunda-feira, setembro 22, 2008





































lançamento do livro "Apoplexia da Ideia" de
Maria Quintans com ilustrações de João Concha
no próximo dia 26 de Setembro, na FNAC do Chiado, às 18.30h.
edição da Papiro Editora.






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terça-feira, julho 01, 2008

























seja o pano do tempo a molhar na testa outra qualquer coisa como a pasta dentífrica da nossa importância. seja um covil de máscaras a perverter a noite. seja. que seja. o que seja.
os deuses não se santificam, comem-se. as figuras não se alinham, engolem-se.
iludem-se os pássaros no deserto coexistido do que nunca somos.

ser é ir de outono em outono com os pés a doer para falar de nada. recriar na mão o medo do que só é meu porque bruscamente imagino que seja.

a voz da minha intuição mente-me com olhos do tamanho de cobertores de estrelas e perde-me nos arredores do sempre onde a nudez do ritmo me propõe insónias.

o amor é uma linha de cocaína a ocultar ombros. gastos.


gasto. gasto-me. agasto. agasto-te. agarro-te. amarro-te. como-te. de quatro. à beira da vida.

e esta vontade doida de trocar a febre pela contemplação da música a arder no colarinho do vento.



este é o ritual civilizado da inexistência. passo a passo.