

entro no beco das solidões vazias onde há sempre uma cerca de névoa a saltar a porta da imortalidade. a morte é só mais um som no degrau da paixão.
perguntas se noto. não. não noto nada. não suponho nada. não distingo nada dos íntimos detalhes da preguiça.
a tristeza é um corpo antigo a endoidecer cordas obscenas e o palco um acenar de véus a despentear os lábios do silêncio.
perco-te na permanência do olhar. perco-te na floresta da boca. perco-te no tempo em que me perco disfarçada de momento. perco-te. perco-te sempre.
