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segunda-feira, novembro 10, 2008






























decompões a vida. fragilizas o abrigo. intervalas a brecha na impressão do tipógrafo a tingir na forma os sonhos marmóreos. agora é que te sentes pelo mar dentro. é que te alargas. é que te abres na sabedoria dos poetas. sombras enormes a pedir café e a mostrar nos pastéis de nata a náusea pálida do silêncio. é agora que te bastas. é agora que te trazes em pulmão e sangue e já não dói a cortina. é agora que o momento passa a perna ao riso. e tu em jardins de limões analíticos a conseguir limonadas no domingo de um dia nove onde só chove na tua mão.


(à miriam, in memoriam)