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domingo, abril 05, 2009






tenho um código para abrir as malas. um código genético que se ampara na ilustração do momento em que, por acaso, as malas são levadas como se fossem espaços ambulatórios das crias.
as do exterior morrem se não as arejar.
assim, abro as janelas e fico a admirar as leis da física.

não há nada melhor do que um estímulo visual.





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sábado, março 07, 2009




encosto-me à gaveta do meio e deixo o rio perfurar-me o peito.
é preciso matar o amor com as grutas da noite. ferir mortalmente as entradas dos prédios e acordar de manhã em cima do escadote do desejo.
o amor evolui de acordo com o tango. não evolui, escalda.
se evoluísse era um sexo. e não é. é um tango.

mantém este lado para cima.
frágil.






quarta-feira, outubro 17, 2007









piazzolla. astor. liberdade no som do
tango. que o tango seja astor de pi que não é mais que
azzolla em verso de canto. que canta na margem do tango.
no abraço em forma de areia a escorrer nos olhos a tenda
do sangue a sacudir vertigens. não há pi sem azzolla.
não há tango. não há azul. não há pi. não há som.
não há ondas. o mar está calmo e os corais adormecem no fundo da cor.
e acontecem as mais profundas luzes de antecipar encontros
entre os dedos e o sol.
pi de tango.



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