Mostrar mensagens com a etiqueta Lilya Corneli. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lilya Corneli. Mostrar todas as mensagens

domingo, maio 03, 2009




um dia acredito que estás à espera de algum silêncio escavado no limite do teu nome e não te digo. na paragem do autocarro finjo-me morta. e espero-te no trajecto onde a travessa é mais memória. um dia a boca há-de rasgar na marginal a travessa da tua rua. a tua marginal travessa. a tua rua marginal. a tua travessa quadrada onde o chuveiro tem peixes azuis com asas de chaminé. um dia acredito que estás à espera da noite para me rasgar nos olhos um incêndio de viagens. um dia como-te.




sábado, janeiro 24, 2009

o ciclo do medo [2]











esta é a metafísica saturada do sonho.

[não dizer nada]


[dormir com o cão enrolado à pele]


[rasgar no desejo o fôlego do poema]


afundar de ironia a almofada do silêncio.




toma. [este é o meu sangue].














quinta-feira, setembro 04, 2008










disseste que a seguir ao semáforo havia um degrau na silhueta da realidade.

foi no intervalo que acordei.






















domingo, agosto 24, 2008



































era o tempo da palavra saída do estômago. o intervalo a trepar na folha o gosto do relâmpago.
enternecido o destino na humidade da luz. e nós. variante nossa a pasmar no branco do banco um estilhaço de sonho na camisola do vento.

esta é uma cidade qualquer onde o instante é um espelho de ânsia a misturar os olhos.












segunda-feira, dezembro 31, 2007







segmento de recta em volta do medo

cedo


















Bom Ano 2008!

























.

.

quarta-feira, novembro 07, 2007

















não me lembro de atravessar a estrada. estava com sono. ou não...








.