suspendo o cordão da distância breve no vício das estradas.sabe-me a ti o cigarro. sabe-me a mel de abelha esbaforida de flor em flor. na procura da cor. na disparatada procura do fundo do mar. mais azul que a taça de mel.
acrescento uma abelha no cigarro e cresce uma cigarra no sexo do poeta. vagina do medo. funda. afundada na estreita liberdade da música.
a abelha na asa do som. o pólen cresce em cascata na segurança das margens a delinearem o segredo.
não há momento sem angústia. comem-se as angústias. mastigam-se os segredos. inventam-se os instantes de dentro.ácido. ácidos. acidez do mel. a apedrejar palavras.
bebe-se da abelha o cordão da língua a saber a ventres cansados .
e tu dizias : são os pássaros!
- não, não, é o fogo!

