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quarta-feira, fevereiro 06, 2008



















desenho um dedo. a ausência é qualquer coisa posicionada no espaço.
desenho uma mão. a posição entre o espaço e o mar é a ausência feita linha.
desenho as mãos. a linha entre o espaço e o dedo não existe.

um tubarão é o eco de um golfinho.










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domingo, dezembro 16, 2007









sopras a noite na palma da mão. desces o pulmão até ao pulso da palavra. à margem.

peixe do meu mar.
incenso o areal de mel do teu azul.






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sexta-feira, agosto 17, 2007


o homem pintou o fogo na boca do palco.
ofício feroz na magnificação
das mãos.

bebeu uma cerveja

e saíu do túnel.

vou matar-te, disse a pele à chama, e se disseres que não

invento a palavra

ou

talvez atire sementes ao mar e espere

que o trigo se pesque em qualquer rede

à volta do sal.

talvez.

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terça-feira, agosto 14, 2007





aprender que os segredos são a febre alta de repetidos requiems.
que se faz tarde e os medos nos sopram a luz da cartilagem do tempo.
aprender a despir a noite. arejar o colapso do desejo.
partir.