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terça-feira, dezembro 08, 2009


tinha acabado de comprar 1kg de um tabaco delicioso










segunda-feira, julho 27, 2009




apontamento à beira do vazio (ii)




saio de mim até que despreze
a falência do pulso na ausência da palavra.
tudo sufoca a mancha mística da febre
a encurralar o tempo.

incluo-te no borrão de tinta
que por acaso caíu no ritmo
do cigarro e tu finges que a vírgula não dói.


fumo-te entre dois dedos.


o eléctrico passa e a cidade morde a orelha do sonho.

pequeno. pequenino. pequenote.
quase nada.
um deslize de átomos a alinhar o vazio.





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quinta-feira, maio 21, 2009




um dois três. três dois um. um dois dois. seis sete um. nada um dois. três três três. três de nada. quatro cinco seis. quase não sou. lá nem eu nem tu nem todos.
um dois três. três dois um. pum. pum.





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segunda-feira, março 09, 2009






há cem anos quatro patas eram mais do que duas.
há cem anos que durmo. há cem anos que acabo a fúria do dia a lamber cem gelados das cem pedras acidentais.
há cem anos mudos. e os cem pés dos poetas a tiritar de frio.
e as cem formigas de há cem anos não são as mesmas dos cem anos de agora.
há cem anos que a minha cabeça cai. há cem anos que morro. há cem anos que apago e acendo o fogo. há cem anos que corro. há cem anos que morro. há cem anos de logro.
há cem anos que há esta merda de jogo.















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sexta-feira, outubro 12, 2007



fósforos no imediato dos dedos.

até que se feche o peito.


nada mais do que a música deste sakamoto meu.
















sexta-feira, agosto 17, 2007


o homem pintou o fogo na boca do palco.
ofício feroz na magnificação
das mãos.

bebeu uma cerveja

e saíu do túnel.

vou matar-te, disse a pele à chama, e se disseres que não

invento a palavra

ou

talvez atire sementes ao mar e espere

que o trigo se pesque em qualquer rede

à volta do sal.

talvez.

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