quarta-feira, novembro 01, 2006

Fumo


escuta
olha


é o interior
do
espelho

nós

dos dedos

26 comentários:

bandida disse...

há momentos que se dividem em partículas de música e poderes desfeitos. apesar disso ainda os dedos se movem na tentativa de desatar o nó. não sei se o aperto faz sentido. na penumbra desfaz-se a asa. e o ócio. e a água a escorrer pela vida. e o canto escuro. e o nó.

Anónimo disse...

... na garganta

.*.Magia.*. disse...

Sente e vive!

Até outra magia

Som do Silêncio disse...

Gostei bastante do que li!

Até outro momento!

mfc disse...

Tenho-me aguentado.
Deixei de fumar a 19 de Janeiro deste ano! Foram demasiados anos a fumar.

pensamentos_vagabundos disse...

:)um beijo vagabundo para ti...

Vivis disse...

Um olhar que nem sempre é olhar,
que se perde nos dedos.

Beijo

Anónimo disse...

Como já deves saber, fez recentemente 3 anos que deixei de fumar... Beijo!

In Loko disse...

Interessante maneira encontraste tu para mostrar os «benefícios» do fumo! Já agora, e em jeito de desafio, encontra uma maneira curiosa também para mostrares o «bom» dos fumos tóxicos, das poeiras e ruídos dos popós das cidades... que não me deixam respirar, ouvir e ver como gostava! Abraços

}}cleopatra{{ disse...

Pois...
Deixaste-me a pensar...

Beijo soprado

vida de vidro disse...

Consome-se a vela (da vida?) e o cigarro. Duas verdades reflectidas. **

herético disse...

prefiro a chama ao fumo. sem dúvida. a composição é magnífica. e o texto excelente.

grato pela tua visita.

Andreia do Flautim disse...

às vezes o espelho mostra-nos só o que queremos ver...

Mendes Ferreira disse...

"a água a escorrer pela garganta"

________________


vejo-te.

PAULO SANTOS disse...

Concordo em absoluto com o comment da andreia...
Era o que iria dizer...
Um post fascinante na simplicidade que desperta a reflexão em nós....

Um beijo

Paulo

Plum disse...

Dei por mim parada durante não sei quanto tempo a pensar no teu post...abraços*

Bandida disse...

pela garganta. entre os dedos. foge-me.



toca-me.
____________________

Rui disse...

Ver para além do reflexo. Urgência.

Louco de Lisboa disse...

Apetecia-me brincar com as tuas palavras, mas vou-me conter...

Linda a foto, refexo de mim! :(

Kiss, até outro instante

sonia r. disse...

Olhei e fiquei encantada. Boa noite Bandida.

pintoribeiro disse...

Cortante...boa noite, um abraço,

bandida disse...

rui: ver sem luz...

abraço!

__________________

louco de lisboa: fico à espera...


abraço!
________________

soniaa: nós...

abraço!
_______________

pintoribeiro: a chama...

abraço!
___________

pipetobacco disse...

ensaio entre luz e sombra (de carácter místico)

sem geometria platónica.

de fachada larga, barroca e rasgada por tantas outras janelas diáfanas, quase ocultas, onde a luz em rosácea de vidrais, se faz enigmática: em modelação e simetria com feixes de cor e os alumínicos* contrastes da sua penumbra como a de uma noite de luar. em seu pleno elogio de luz e sombra, que «também é meu lar». sinto as matrizes dinâmicas e os seus contrastes luminosos nas paredes, no movimento da chama, que «se traduz em intensidade estética, nos seus volumes e dimensões plásticas dos seus sombreados e da sua antinomia».

*(claros-escuros)

fim de ensaio

(por acabar. . . )


transição maneirista (ou loucura de forma canónica)
(e cheio e de cheiro de fonte visual)

na entrada sobre o luar carregado de emotividade.
na percepção visual. vou . . .

e eu me via correr para onde o universo provém: para a luz. para o seu interior. eleito para o seu espaço e sombra enrolada, também. de mistério me vejo consagrado. estaria sempre protegido (a convite, se o desejasse). na entrada uma sensação ilimitada de plasticidade e textura (senti o frio relevo das suas paredes). vou orientado para o altar. e subindo em calcorreia pelo mármore dos degraus. subia e sentia o cosmos desmaterializado. - onde se reúnem as diferentes forças? no cimo, entre anjos (e demónios?). e olhava perdido o mundo, lá atrás, permitindo diferentes efeitos e forças. enquanto “nelas” subo; outro lanço de escadas, e novo andar, novo sentido iniciático, novas paredes e os rostos que acentuam a comprovam novas histórias, e deuses de outras e velhas épocas místicas. mergulho milenar se delas caio perdendo-me entre a luz e a sombra deste templo (cristão?), nesta mística em pontos cardeais que não sei, em triangulações vou. . . oblíquo e directo.

procuro anjo da guarda.
procuro respostas.
soluções.
faculdades.

conferindo a obscuridade, confronto a inexistência.

só me resta a percepção estética. nem anjos nem demónios.

© um.quase.nada

( escrito por © de[mente])

obg.pela visita ;)

merdinhas disse...

Hoje ou ontem passei por um nó de garganta feito de palavras por dizer.

A. disse...

Os nós_____________e os vicios.

Teresa Durães disse...

às vezes é quase preciso um tratado para desfazer o nó. e não desfaz. lentamente queimando.