terça-feira, janeiro 09, 2007




nenhuma outra luz
em primitivos
contrários

roubo o fogo
à lenha

escapa-me o essencial

oculto
na
única
linguagem

margem

amarga
do tempo

22 comentários:

Anónimo disse...

É um tempo que rouba
à margem
a luz oculta em
contrários
escapou à
linguagem
a essência

j

Boa noite

Mar da Lua disse...

A margem do tempo

a outra margem de nós.



Abraço
Beijo
e...


um bom dia para ti Amiga

pn disse...

le noyau de brise

o elo fendido
o tempo. ardido?


(B dia B)

brisa de palavras disse...

o tempo esse controlador que divide os dias...
Um abraço
brisa de palavras

pn disse...

margem mais que amarga estreita
reflui revérberos
d'evanescente tempo

curiosa disse...

Boa Tarde
O que é a imagem? Um quadro? De quem? Uma imagem impressa?
Gostava de saber...
Obg

Lis disse...

Na margem...a vida.

Isabel disse...

Sem luz contrária

o fogo é roubado

solidão

uma só linguagem onde me oculto.

Uma voz que não tem retorno.

Fico à margem

Sorvendo a amargura do tempo.

Um pouco desta luz que me vem não sei de onde para ti.

Será que foi de ti que ela veio.

Um pouco deste fogo que tenho em e me vem não sei de onde.

Virá do fogo que tu roubaste à lenha.

Exposta
numa
única linguagem

que troco contigo

e multiplico

o 1 por 2

margem

doce

intemporal.

Partilho-me...

Arion disse...

O essencial tem essa pérfida mania de passar o tempo a escapar-nos...

hfm disse...

Obrigada pela visita. Gostei muito desta "margem/amarga/do tempo".

Pedro Branco disse...

Fico,


portanto...

Interrogativo. Inquieto. Madrugadamente.

Apanhando muito pouco. Talvez um pequeno respirar.

Para de novo ficar.

as velas ardem ate ao fim disse...

Posso oferecer te um dos meus poemas preferidos do Neruda....

se sim aqui vai....

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.

Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.

Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.

Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.


Espero que gostes tanto como eu,lembrei me dele quando lia o teu também magnifico.

bjinhos

Abssinto disse...

É. o essencial escapa-nos e na pele ficamos marcados à mesma. Injusto.

beijo

o alquimista disse...

Difusos sentidos, intrigantes pensamentos...

Beijo

Frioleiras disse...

poesia que escoa ...
líquida ...
no (de)crescente
da Vida ...

Presença disse...

Tocar na essência e não possui-la...

isabel disse...

a luz, o essencial

bom dia
beijos

pn disse...

B dia B.

VEM SONHAR COMIGO disse...

O oculto é sempre fascinante.

beijo doce

doceando

herético disse...

escapa-te o essencial? mas dele te aproximas pela palavra poética...

Mendes Ferreira disse...

bom dia B.

____________de cinza. cinzento.


o poster é uma beleza....dizem. coisas dos desertos.


____________obrigada.


beijo.

intruso disse...

(o essencial!...)

escapa-nos tanta coisa

tanta tanta...
ta... t.......

mas nas margens
o encontro
com o tempo.