quarta-feira, janeiro 03, 2007


passei a noite no incendio de canteiros.

aponto-te o dedo

dilacerado pelo vento.

aponto-te o ramo da árvore
mais longa.

aponto-me
em
ti.





a

p
o
n
t
o

t
e







28 comentários:

Arion disse...

apontar, neste caso, é bonito!

A. disse...

.
.
.
a

ti...











...e mais uma vez obrigada B.

(Thats what I mean...

...And you know how I feel.)

holeart disse...

e muito mais que tudo

as menifestaçoes

estaremos sempre acompanhados

Abssinto disse...

Qualquer que seja foi uma boa escolha. Sós é que não devemos estar...

Beijo

pn disse...

...craveiro de portalegre
onde a acácia nasceu...

(...esmola, pedido de paz dum Deus que fere e consola com o próprio mal que faz...)

...levada pela mão
de um vento soão

(que tolhe e gela
enche o sono de pavores, faz febre, esfarela os ossos, dói nos peitos sufocados...)

...anda, desanda
e sarabanda e ciranda...


(revisitar Régio e a Toada de Portalegre, in "Fado", Brasília Ed, 5ª ed, 1984)

Presença disse...

E tudo se faz com um toque...

Bjs

Mendes Ferreira disse...

ora bem....desci do avião. desisti por hoje mas só por hoje de partir.

vou amanhã.


por agora agora sou breve. mas não cega...:) aponto o caminho...
do palco?
detesto actores. maus.

gosto da música. que se ouve e reconhece.
voz.

sem outros adereços que não seja a palma.
de um coração.


o resto é fantasia.

beijos.

na "ponta" dos dedos....:)

Bandida disse...

I,Y, e...

consta que o tempo está mau para voar...
curvo-me perante o teu nocturno e a doce música repetida em cantos refeitos e vibratos constantes.

um piano aberto à tua mão.
um concerto em Sol Maior na ponta da língua...

...:)

mnemosyne disse...

... uma leveza rubra de lume nas pontas dos dedos :)
Um beijo

Mendes Ferreira disse...

hum....hum...

os pianos bertos são lindos de morrer...tocam árias e sonatas de embalar até os mais "azedos"...eu disse azedos? queria dizer amargos...que é diferente....telefonaram o aeroporto. tudo pronto. é só ir.

_______________a música do deserto a chamar. Me.

_______________Me de mi....
tem dó....:)))
achas que vá de branco? e levo sapatilhas?


hum....vou descalça....para dançar ma areia. vermelha...
:))))
_______________coisas. . .

deixo.te uma mascarilha. de renda.
mas transparente.

_________________!

Isabel disse...

Como tu escreves!
Senti-me apontada em ti.
Deu-me vontade de te apontar ao mundo.
De tocar o mundo com as minhas e as tuas pontas.

Como tu escreves!

Isabel

david santos disse...

Bandida, olá!
Bem bonito e muito bem imaginado. Parabéns.

A Rapariga disse...

Não se aponta que é feio ;), mas o que escreves é muito elegante :)
Beijos

Frioleiras disse...

Variações Goldberg ... falste num outro blog, delas ... eu adoro !

Mas, cara Bandida, não gostei, mesmo nada, dos enfeiteds da Av da Liberdade ... com a tua fotografia estão disfarçados mas , à noite, eram horrendos ... parecia o ano novo chinês...

aldina disse...

Feliz ano novo de 2007! O encanto do fogo é em quase tudo semelhante ao das cores outonais de que se vestem as árvores, os frutos e as flores, quando nos surge essa miragem num dia de sol, ou numa noite bem iluminada, de inverno, a luz dos sonhos reacende-se e a realidade enfeita-se de novo!

Até sempre

Plum disse...

Apontar ou não apontar...eis a questão!...*

maria josé quintela disse...

quem pôe o dedo no fogo... corre o risco de se queimar!
Mas a verdade, é que o fogo atrai...

as velas ardem ate ao fim disse...

Sabes ao ler o teu texto, deu me uma vontade enorme de ouvirO Chão Da Terra da Maria Joao E Mario Laginha:

diz quem de manhã viu
uma pedra cair dos céus
soprando faísca
roncando trovão

estatelar-na terra,
abrir-lhe uma ferida profunda,
dividindo-a quase em dois,
acentuando-lhe as curvas.

diz quem viu
o povo espalhar-se a volta da ferida
como se assim lhe segurasse os rebordos
para que não aumentasse.

diz-se que
uma moça se atirou aos abraços do mar
para a terra voltar a ser chao.

diz quem viu
os homens danòarem
ao som do ghiculo
brilhantes de suor e transe.

diz-se que
sobre as pessoas em suspenso
voaram milhares de xitotonguanas.

um dia a ferida sarou
devolvendo a terra a sua antiga forma redonda.
o chao acordou todo,
completo,
a manha nasceu humida,vagarosa e perfumada,
gota solitaria na passagem dos anos.

Podes achar me estranha mas acho que tem tudo a ver.

bjinho

intruso disse...

apontamentos

...

-te


em nós mesmos.



beijo

Mendes Ferreira disse...

não aponto.



voei.



bom dia.

Mar da Lua disse...

Aponta e a ponta...quem quiseres SEMPRE

vida de vidro disse...

As associações não se explicam. Eu não as explico. Fizeste-me lembrar um poema de Luís Brito Pedroso:

"Nero queimou os olhos à cidade
mas não impediu
que uma flor impossível nascesse da gravilha quente

ouve-se um canto
ouço a ponta dos meus dedos crepitando
como estrelas existindo longe."

Sei lá porquê... :)**

.*.Magia.*. disse...

Apontar em caso de incêndio

>----------->

Cheers

linhas tortas disse...

Bonito poema aponta(mento).

Diva disse...

And, again, suspiro...

Frioleiras disse...

Que bonito ...

Que verdade ...

É bom "ver-te" !
Ler-te ...

merdinhas disse...

d
e
s
a
p
o
n
t
o
-
t
e

em mim é aponto-me em ti?

nuno portmore disse...

De ponto em ponto em ponto, escorrem histórias traçadas na geometria do viver desalinhado.

Será que as reticências sabem dançar? Gostava de acreditar que sim...

Seria par de tantos apontares...

Não desejo ser redutor. Comentar palavras não é de fácil recorte. Especiamente das tuas.

Bjos