terça-feira, outubro 28, 2008




























a sede é um ritmo brutal de ruas negadas à boca.
a língua é a negação do som.

naturalmente engasgo-me.








31 comentários:

Arion disse...

Mebocaína! ;) Beijo!

isabel mendes ferreira disse...

surrealismo!!!!!!!!


.



.


não tenho lume....:)


antes sombras.



beijos.

pn disse...

até eu
e ademais não fumo.

(isto deve ser uma arte ataráxica nova, o de não ter um viciozinho sequer...)

mas que um 'puro' daqueles fica bem em qualquer boca, lá isso é verdade!

AnaMar disse...

A sede é beber-se a si próprio quando o silêncio engasga a voz.

Porque a língua se negou ao som...

Frioleiras disse...

constipada senti... o ardor desse charuto ...

as palavras e a música... adocicaram-me a garganta.......

jorge vicente disse...

tenho sede da pele
do afecto
do poema
da cantiga
e das nuvens
carregadas
juntos às flores.

tenho sede do toque
das mensagens antigas
do brinquedo nunca dado
e da garganta puxada para
trás, como se aspirasse
e levasse o céu
à voz.

jorge vicente

PiresF disse...

Também eu me engasgo e demasiadas vezes. Umas naturalmente, outras nem por isso.

Enorme abraço, R.

Victor Oliveira Mateus disse...

Ideia original.
Com marcas de surrealismo, sim!
Gostei muito do primeiro verso.

Espero que o lançamento do Porto tenha corrido bem.
Bjs.

hfm disse...

lido e relido e no meio do espanto agradeço estes "naturalmente".

audrey disse...

ler-te

apeteceu-me
um
abssinto
que adoro...
com o ritual
da pequena torneira
aberta sobre
a espátula
fina
de renda de prata...
encimada por um cubo
de açucar
caindo
suave,
devagar,
sedutor,
verde,
líquido,
no copo de memórias............

Mar Arável disse...

Por vezes

prefiro o atalho

das avenidas

casa de passe disse...

não era mau, a companhia deste piano, o charuto e as minhas memórias de criança!

(Loulou sózinha na Casa)

Haddock disse...

...

achei piada à mebocaína ali de cima...

por partes:

fantástico ouvir o pinho vargas, que temos ali empoeirado ainda em vinil... (herança dos avós, claro!)

quanto à imagem, poderosa!!
(de tal modo que apeteceu-nos desesperadamente um charro!!)

quanto ao texto, encolhemos-nos, quais vítimas da psicopatia da vida quotidiana... (que é uma forma intelectual de dizer nada...)
mas soa bem... como um ataque tranquilo de epilepsia poética, feito de suaves convulsões.

e uma palmadita nas costas... dizem que funciona!

merdinhas disse...

depois da sede funda a embriaguês...


abraço

intruso disse...

[...o que eu gosto do Pinho]

(e das tuas palavras)

[mais um poema que dava muitas imagens.....]


beijo

intruso disse...

p.s.
Pinho Vargas,
faltou-me o resto do nome...
(não confundir com Manuel Pinho...lol)

observatory disse...

a mim matam-me

cortam-me

:)

Graça Pires disse...

A sede. O silêncio. Escapou-me o essencial?
Um beijo.

corner disse...

música
divina.


palavras
feiticeiras.

heretico disse...

guturalmente. abismado...

beijos

Victor Oliveira Mateus disse...

( O Blogue "A Dispersa Palavra" atribuíu o Prémio Dardos ao Blogue
"Bandida")

merdinhas disse...

Há uns "chocolates cantantes para Rem Koolhaas" ...

Mas pergunta ao observatory que ele sabe.

cassamia disse...

sabe-me sempre a tão pouco quando venho aqui..e este saber a pouco sabe tão bem, faz-me ter vontede de voltar para mais.

Patanisca disse...

Site muito engraçado, com boa música e imagem e palavras grávidas.

Beijinhos

Lauro António disse...

"muita merda" no Porto, é o que te desejo. Bj

Boop disse...

Naturalmente....

(vinda do sono... sem sono e com vontade de vos ler...)

Alyne disse...

...e fala-se, por a sede querer um lábio humedecido, uma língua deseja-se cheia de paladar e tanino; e o silêncio resguarda-se para quando estamos satisfeitos, ou em desespero.

Anónimo disse...

espero que não tenha havido muita chuva por lá (Porto) e que tudo tenha corrido como mereces.
bj

TCHI de Tchivinguiro disse...

Deixas-me tartamuda :)...

Beijinho.

Marco Rebelo disse...

está lá...essa imagem :)

Anónimo disse...

sempre muito interessante


http://www.arte-e-ponto.blogspot.com