sábado, janeiro 24, 2009

o ciclo do medo [2]











esta é a metafísica saturada do sonho.

[não dizer nada]


[dormir com o cão enrolado à pele]


[rasgar no desejo o fôlego do poema]


afundar de ironia a almofada do silêncio.




toma. [este é o meu sangue].














28 comentários:

maria josé quintela disse...

só tomo se me disseres a graduação...


quero estar lúcida


para "rasgar no desejo o fôlego do poema".


abraço grande.

audrey disse...

dou um pouco do meu sangue tb...

(penso perceber-te bandida, penso que sei a razão desse teu verbo...)

lindíssimo e comovente..........

uma música impensável .........
umas imagens... paralelas..

uma doçura infinita...
uma tristeza
cortante...............

o medo, os medos.....

em tudo,
em todos

com parênteses de água...

como dizia o Cesariny :

"queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma..........."

um abraço,

forte!

intruso disse...

à pele . à pele . à pele ...

(...)

:)



sangue das palavras
[não dizer nada, só aparentemente]


beijo!

isabel mendes ferreira disse...

não digo.


desdigo.


mas gosto do tema. e do aparente. e do resistente. grito.

e da música.


e das "telas a desdizer".

e vou.


__________________PIN.

ângela marques disse...

... viciante, este ciclo.
Há já muito, muito tempo que não sentia assim um soco na alma.

hfm disse...

"afundar de ironia a almofada do silêncio."

eu diria que por este país anda mais um afundar de silêncio na almofada da ironia...

as velas ardem ate ao fim disse...

Com este teu tecto falaste de mim sem saberes..medo.ou talvez não.

um bjo B

O'Sanji disse...

Não dizer nada é muitas vezes o que se faz melhor. apesar da vontade de gritar.
Beijo

tolilo disse...

Tia Bandida

toma

um pouquinho do meu rosa

para com um lápis de

cera....

colorires o teu coração.........

intruso disse...

a preto e branco, pois é...

(andamos)


bem, antes a preto & branco que a cinzento (cinzentinho baço...)
;)

a cor chegará.



beijo

zzz...zzz...

triliti star disse...

talvez acabe em fevereiro (o ciclo do medo) e, se não calhar no aniversário de alguém que amo muito, eu VÁ LÁ.

César disse...

tou aqui maria

eu nunca te fujo:)

pn disse...

Belíssimo este "agnus dei".
A 'polifonia' do texto, a duas vozes, está síntona com o tema litúrgico.
A doação da seiva vital é um silêncio sublime.
O cálice...

(a imagem: pega-se num tubérculo cardiomórfico, espetam-se a jeito vodoo uma agulhinhas e faz-se um tapete de arraiolos, tricotado por um travesti donjuanesco barrocamente empoeirado...)

Graça Pires disse...

Enrolar na pele o fôlego do poema e deixar que venham as palavras. Em sangue.
Muito bom, o poema. Um beijo.

heretico disse...

generoso o teu "ofertório" de sangue...

(e o sangue se fez vinho...)

humanos que somos.

belíssimo.

observatory disse...

ai! :(

entao...

http://www.fiolimpo.blogspot.com/

ai ai ai

Mar Arável disse...

Em todas as liturgias

é por bem

que se toma um copo

com os amigos

Só depois arfa o poema

Tchi disse...

É não dizendo que se diz.

Total abraço.

Haddock disse...

... e brindamos!!

mas saímos daqui angustiados.
mais uma corrente de ar frio...
e temos uma crise de pânico!!

isabel victor disse...

ergue-se o cálice ...

(sublime)








b. dos milagres

iv

llima disse...

passei o dia prostrado, como se esperasse alguém. ouço o corpo doente latejar. o tempo escoa-se mais rápido fora do corpo. chove. o vento bate ferozmente nas persianas, cansa-me. tento dormir um pouco, seduz-me a ideia de nunca mais acordar. devem ser sete da tarde. [Al Berto, O Medo (2), 6 de Janeiro de 1984].
Um abraço, llima.

jorge vicente disse...

[toma] este é o meu milagre
[toma] esta é a minha vértebra

o meu poema de jorrar fogo às costas.

um grande beijinho
jorge

Arion disse...

Tenho saudades dos cães enrolados. Não tenho saudades da pele! Beijos!

Miguel Barroso disse...

Que loucura!



Abraços d´ASSIMETRIA

DO PERFEITO

rosa disse...

sempre que aqui venho fico "arregalada".


e gosto.

Paulo T Pires disse...

mantenho que essa tua forma inquietante de escrever me atrai... e o título é sem dúvida um indício para o ciclo que se prepara para iniciar.
beijinho

ana salomé disse...

um senhor poema, maria. um grandessíssimo senhor poema.

e essa fotógrafa tem coisas de morrer. óptima combinação, com requintes de embrieguez. nada que não estejamos habituados vindo de ti.*

abraço grande à flor da pele*

merdinhas disse...

Do poder. Do sangue. Do sacrificio. Da ironia.